Texto interessante que lê ontem

Jovens por mais tempo 

(Gustavo Cerbasi, com experiência prática e acadêmica em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica, desenvolve treinamentos, palestras e consultorias; autor dos livros “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” e“Investimentos Inteligentes”)

 

Um jovem recém formado me contou que ele e um grupo de amigos achavam importante curtir a vida até os trinta anos para só depois pensar em planejar o futuro. Respondi perguntando se o grupo de amigos fazia academia, alimentava-se de maneira saudável e evitava vícios para cultivar a saúde. A resposta foi afirmativa.

O brasileiro se preocupa sim com o futuro, mas não seu futuro financeiro. Nossa vida financeira é um dos pilares da qualidade de vida, que deve merecer tanta atenção quanto o cuidado do corpo, da alimentação, da carreira e da vida social. Tudo que fazemos hoje é uma construção do que seremos amanhã.

Se deixarmos para cuidar de nosso futuro financeiro após os trinta, provavelmente teremos que mudar de planos em função de um caro projeto de sair de casa e se casar. Depois, outro motivo para mudar de planos será a vinda de filhos, a vontade de educá-los bem, seguida dos incríveis custos de encaminhá-los para a vida, investindo em cursos universitários. Até que os nossos filhos saiam de casa, teremos consistentes desculpas para não conseguir poupar.

Provavelmente, quem deixar seus planos financeiros para mais tarde só vai conseguir colocá-los em prática após os cinqüenta anos, o que exigirá uma enorme economia mensal para tirar o atraso. De tanto curtir a juventude, os jovens podem se transformar em escravos de sua falta de planos, envelhecendo a partir do momento em que não tiverem outra opção a não ser correr atrás do prejuízo para manter em dia uma vida digna.

Se todo jovem começasse a cuidar de seu futuro desde cedo, estaria garantindo uma boa melhoria em seu padrão de vida futuro, pois sua reserva financeira continuaria se multiplicando por muitos anos mesmo que fatos importantes o impedissem de continuar poupando. Plantar cedo nos permite colher mais frutos…

Com um futuro equacionado e com menos preocupações, é provável que a tranqüilidade daí decorrente faça com que a juventude dure mais tempo. Por isso as pessoas vivem mais em países desenvolvidos. Preocupação é um dos motivos de envelhecermos e morrermos antes da hora.

 

(este texto foi destaque na AGENDA ATITUDE  – edição 2009)Imagem

 

Rádio Positiva.

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A confiança é a…

A confiança é a mãe dos grandes atos”. (Friedrich Von Schiller)

Para  você o que  confiança?

Uma unica oportunidade de afirmar um sentimento ou uma segurança  segundo  o  Aurélio “

s.f. Esperança firme em alguém, em alguma coisa: ter confiança no futuro. / Sentimento de segurança, de certeza, tranqüilidade, sossego daquele que confia na probidade de alguém: perder a confiança do chefe. / Segurança: não ter confiança em si. / Crédito: homem de confiança. // Dar confiança, dar importância a alguém, permitir intimidade. // Voto de confiança, no regime parlamentar, aprovação dada à política do governo pela maioria do Parlamento.” Mais  com todas as afirmações  e subjeções o único caminho  possível e imaginável e  pensar  de  forma  a pensar  em  ajustar  a todos  os caminhos,  hoje aprendo a cada   dia esse  significado, minha filha me  demonstra bem isso  hoje nesses poucos dias  ela  esta  tendo  a confiança de acreditar  ao  falarmos  que   venha com o Papai  e ela  se desprender ao medo do  novo e  arriscar,  espero  que  possa  sempre auxilia-la a forma  que  confie  sempre  nas  palavras e  encorajamento que  possa transmiti-las.

Fico  feliz  a cada  momento  de  ver  que  ela  confia em nossos  desafios e  encorajamentos ! 

Ação bem carioca

A  marca tradicional do Rio de Janeiro a Sorvetes Itália, usou uma  maneira   bem  interessante para divulgar sua Fan Page e seus sabores exóticos um dos diferencias da marca. A  ação ocorreu durante  o Carnaval em Blocos da Zona Sul do Rio de Janeiro    Veja um pouco  aqui como  foi  essa  ação:

E  ai Curtiu  essa  ação então da  uma  passadinha na  página do Sorvete Itália no Facebook

A Grama do Vizinho

(texto de Martha Medeiros)

Há um certo há de queixume sem razões muito claras. Converso com pessoas que estão na meia-idade, todas com profissão, família e saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento”. Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha sido convidada. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são — ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As “festas em outros apartamentos” são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos para se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.

Nesta era de exaltação de celebridades — reais e inventadas — fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

 

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas costumam acontecer dentro do nosso próprio apartamento.

 

Li no Site http://www.radiopositiva.net/