Horas, o que são?

 


 

 HORAS, O QUE SÃO?

 

“Você ama a vida?

Não desperdice então o tempo,

pois é dele que se compõe a vida.” 
(Sir Walter Scott)

 

Se eu parasse você na rua e perguntasse: “Por favor, que horas são?”, o que você faria? Provavelmente olharia o relógio e diria: “São quinze para as três”, ou algo assim. Mas se eu parasse você na rua e perguntasse a mesma coisa, porém numa ordem diferente: “Horas, o que são?” provavelmente você me olharia como se eu fosse louco. Não se costuma parar pessoas na rua para fazer perguntas filosóficas.

O que é o tempo? Como você o definiria?

Uma vez, Santo Agostinho tentou responder a esta pergunta. Ele disse: “O que é o tempo? Quem poderá explicá-lo de forma rápida e fácil?… Certamente entendemos muito bem quando falamos dele. E o que é tempo, afinal? Se ninguém me perguntar, eu sei; mas se eu desejasse explicá-lo a alguém – eu francamente não sei.”

Obviamente, o perspicaz Santo Agostinho não foi de grande ajuda neste assunto.

Durante séculos, filósofos e sábios têm tentado explicar o tempo. Sir Isaac Newton disse que o tempo era absoluto, que ele ocorreria independentemente da existência do Universo. Surgiu Leibniz e virou do avesso a definição de Newton.

Disse ele: “Tempo é meramente a ordem dos eventos, não uma entidade em si própria.” Albert Einstein seguiu Leibniz, e afirmou que “O tempo não tem existência independentemente da ordem dos eventos pelos quais o medimos.”

Complicado, não!?

O que mais nos interessa é: para onde vai o tempo?

Todos fazemos a pergunta: “Para onde foi o tempo?” Esta indagação retórica, sem dúvida, expõe erradamente o caso. O tempo não sai de cena; ele simplesmente passa na velocidade de sempre – enquanto nós realizamos muito menos do que talvez devêssemos realizar. Seria melhor perguntar: “Como planejei tão mal e deixei tanto para fazer em tão pouco tempo?”

O tempo pode ser perdido, mas nunca recuperado. Não pode ser acumulado; precisa ser gasto (investido). Alguém afirmou que não podemos guardá-lo, congelá-lo, nem colocá-lo em latas. Não podemos fabricá-lo. O tempo é, talvez, o único dom pelo qual cada ser humano é igualmente responsável.

NINGUÉM TEM MAIS TEMPO QUE VOCÊ!

Ninguém tem mais – nem menos – tempo do que você ou do que nós. Cada pessoa tem direito a 1.440 minutos por dia, 168 horas por semana. Todos temos, em cada dia, a mesma quantidade de tempo que os demais. Eis o paradoxo: ninguém tem tempo suficiente; cada um tem todo o tempo que existe. Pense, porém, na qualidade do seu tempo e investimento!

Todavia, apesar de sua reconhecida preciosidade e vasto potencial, não há nada que desperdicemos tão impensadamente como o tempo. Foi o sábio pragmático Sir Walter Scott quem escreveu:

“Você ama a vida?

Não desperdice então o tempo

pois é dele que se compõe a vida.”

O TEMPO PARECE TER ESTRANHAS QUALIDADES

Ele se estende na primeira semana de férias e se contrai na segunda. Passa mais devagar para o paciente do que para o dentista. Passa mais devagar para a classe do que para o professor.

Dizem-nos que o tempo passa. Na verdade, não é ele que passa, somos nós. O tempo está parado. O único tempo que temos é AGORA. Esta é a qualidade existencial do tempo.

 

Aproveite-o bem. Boa sorte!

 


(texto do livro Insight I – Daniel Carvalho  Luz)

 

 

 

Primeiro Programa.

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